No versículo 7 desse trecho da primeira Carta aos Coríntios, Paulo afirma que “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado”.

A Páscoa é a principal festa judaica. Sua origem remonta aos tempos do Antigo Testamento. Era uma festa familiar, celebrada entre os israelitas, para recordar as aflições sofridas durante a escravidão egípcia.

A instituição da Páscoa se deu na noite em que o povo saiu apressadamente do Egito, sob o comando de Moisés, rumo à Terra Prometida. Todas as famílias israelitas foram orientadas por Moisés a que preparassem, para aquela noite, um cordeiro assado, o qual deveria ser comido em família (Êx 12.1-11).

O termo “páscoa” vem do hebraico pessach e significa “passagem”. É uma alusão à passagem do anjo que, naquela noite fatídica, feriu os primogênitos egípcios, poupando, porém, as casas dos israelitas marcadas com o sangue do cordeiro nas vergas e ombreiras das portas. O sangue do cordeiro era o sinal para que o anjo do Senhor passasse além das famílias israelitas, poupando-as (Êx 12.12-28; Hb 11.28).

O Novo Testamento faz uma releitura da Páscoa e aponta Jesus como sendo o Cordeiro pascal. João Batista refere-se a Jesus, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29). O apóstolo Pedro afirma que fomos resgatados “pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (I Pe 1.19).

Na perspectiva cristã, a Páscoa significa, portanto, o sacrifício de Cristo. Ele derramou Seu precioso sangue na cruz para livrar da condenação do pecado a todos os que creem. Segundo a Escritura, “todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé” (Rm 3.21-26).

Para nós, cristãos, a Páscoa é a celebração do sacrifício de Cristo, o Cordeiro pascal, cujo corpo foi entregue e cujo sangue foi vertido por causa dos nossos pecados. É a celebração da ressurreição de Cristo e da redenção que há somente n’Ele.

Rev. Eneziel Peixoto de Andrade

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