Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. (At 2.44)

Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração… (At 2.46)

Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. (At 4.32)

Os primeiros cristãos tinham prazer em estar juntos e em compartilhar tudo o que possuíam. Eles viviam em comunhão. João Wesley afirmava que o Cristianismo é essencialmente uma religião comunitária, na qual aprendemos realmente a viver em sociedade.

Comunhão significa “ter tudo em comum”. O Pr. Israel Belo de Azevedo diz que “a força para a vida tem a sua origem na comunhão que aprendemos no exemplo das três pessoas da Trindade, o maior exemplo de comunhão conhecido.” Nós, como membros da igreja de Cristo, somos chamados a viver em comunhão.

Nossos irmãos do 1º século exerciam a comunhão dividindo o pão, comendo juntos, tomando suas refeições com alegria e simplicidade no coração, expressando todo o prazer de estarem juntos como família da fé.

A comunhão, a alegria e o amor tornavam fácil compartilhar o que eles possuíam. Cada casa tornou-se um lugar de comunhão, em que o alimento era dividido com prazer. Os seus corações estavam repletos de regozijo e louvor a Deus. Quem não gostaria de participar de uma igreja assim? Com certeza, essa é a igreja dos nossos sonhos! Como igreja, nesta era de individualismo em que as pessoas são preparadas para pensar apenas nos seus próprios interesses, como temos manifestado a nossa vida de comunhão? A nossa comunhão fraternal tem sido inspiradora? Pode ser tomada como uma expressão do nosso testemunho perante o mundo?

É importante ressaltar que não existe Cristianismo sem vida comunitária. “Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, ​não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança.” (I Pe 3.8,9).

Rev. Eneziel Peixoto de Andrade

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