Atualmente há uma profusão de pregadores, os quais apresentam todo tipo de mensagens. Há pregações centralizadas no próprio pregador, nas necessidades emocionais e materiais dos ouvintes, nos interesses da denominação a que pertence o pregador, etc. Geralmente, tais pregações são desprovidas de respaldo bíblico, sendo tendenciosas e perniciosas.

O texto bíblico de Atos 4.1 a 22 faz referência à prisão de dois pregadores da era apostólica: Pedro e João. Eles foram presos pelas autoridades judaicas por causa da proclamação e das obras que realizavam.

A igreja é portadora de uma mensagem que precisa ser pregada a tempo e fora de tempo. E, para não incorrer nos erros de tantos pregadores que por aí estão, é necessário considerar o ensino bíblico acerca da mensagem a ser pregada. A mensagem tem de ser, necessariamente, cristocêntrica.

Lucas afirma que os apóstolos, “todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de pregar Jesus, o Cristo.” (At 5.42). Na primeira Carta aos Coríntios, Paulo fala sobre o conteúdo de sua pregação, dizendo: “Nós pregamos a Cristo crucificado.” (I Co 1.23).

A proclamação apostólica era inconfundivelmente cristocêntrica. Paulo considera anátema, isto é, maldito, aquele que prega outro evangelho que vá além do puro e autêntico evangelho de Cristo (Gl 1.1-9). Sendo assim, a igreja deve zelar pela qualidade do evangelho anunciado, pois, hoje, é grande a tentação de falsificar a mensagem para que ela se torne mais atraente. O que ocorre, muitas vezes, não é evangelização, mas uma jogada de marketing religioso, visando vantagens financeiras.

O conteúdo da nossa mensagem tem de ser a Pessoa de Cristo. Conforme o versículo 12, Pedro e João disseram: “nenhum outro nome foi dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos.”

O evangelho que devemos pregar aponta a única possibilidade estabelecida por Deus para que o homem seja liberto dos seus pecados e da condenação, alcançando a salvação: Jesus.

Atualmente, muitas pregações prometem às pessoas a felicidade com base apenas em bênçãos materiais. Tais mensagens não colocam o arrependimento de pecados e a rendição a Cristo como fatores decisivos para o encontro da felicidade. Aqueles que se deixam iludir por essas pregações deturpadas, muitas vezes se perdem num emaranhado de ideias e práticas antibíblicas, sem descobrir que “há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos.” (I Tm 2.5,6). Não podemos e nem precisamos adulterar a nossa pregação, pois a mensagem cristocêntrica é suficiente.

Pedro e João foram presos por causa da pregação do evangelho. As autoridades lhes ordenaram que não mais pregassem. Porém, com firmeza e determinação, eles responderam: “Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (vv.19,20).

Com base no testemunho deles, concluímos que não podemos nos omitir na tarefa de fazer conhecido o Nome de Cristo. Essa tarefa é inevitável e intransferível, pois, para esse propósito fomos feitos discí-pulos, fomos vocacionados e comissionados. Como afirma o apóstolo Pedro, “vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (I Pe 2.9).

Rev. Eneziel Peixoto Andrade

 

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