Segundo dados da ANATEL (Agência Nacional de Telefones Celulares), o Brasil tem cerca de 273,58 milhões de telefones celulares ativos.

Para se ter uma ideia, só no mês de março houve um acréscimo de quase 861 mil novas linhas. A quantidade atual de aparelhos chegou a 135,3 para cada 100 habitantes.

A ANATEL informou, ainda, que o Estado com maior número de aparelhos é São Paulo, com quase 66 milhões. Em seguida vem Minas Gerais com 26,32 e, em terceiro, o Rio de Janeiro, com 24,21 milhões. O Estado que tem o menor número de celulares, segundo a lista divulgada, é Roraima, com 505 mil.

Quando olhamos para o texto registrado no livro do profeta Daniel (12.4), ele nos revela sobre a “multiplicação da ciência”. Estamos vivendo esse tempo, pois a tecnologia está presente na vida do homem nesta era pós-moderna e é indispensável no mundo globalizado. O computador, a TV, o celular, o notebook, a internet, o smartphone, o tablet e outros mais são novidades em constante evolução.

A maioria dos aparelhos celulares possui tantos aplicativos que é quase impossível não ter um em mãos. Inclusive, em muitos deles, hoje em dia, é possível encontrar uma Bíblia e um hinário. Mas o que é extremamente útil por outro lado, pode ser um obstáculo.

Em vista disso, surge um questionamento: Pode-se ou não usar o aplicativo da Bíblia, no celular, durante o culto que prestamos a Deus? Quero fazer algumas ponderações a esse respeito, a saber:

a) Consigo ficar o culto todo sem mexer nos aplicativos do meu celular? Acredito que, quando, no decorrer do culto que estou prestando a Deus, o celular me leva a ficar inquieto e desassossegado, esperando por novidades na caixa de entrada ou nas redes sociais, ele não me está sendo útil, pois preciso me concentrar no louvor, na oração e na ministração da Palavra de Deus.

b) Quando o celular se torna um instrumento de tentação? Quando, durante o culto, sou tentado a pegá-lo e isso desvia a minha atenção. Lembremo-nos de que a tentação visa à nossa queda, bem como a nos afastar da comunhão com Deus. Com tantos recursos ao nosso alcance, muitas vezes, num culto “inexpressivo”, o aparelho pode ser uma tentação. Deus disse a Caim: “… eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4.7). Principalmente durante o culto, é de suma importância que você consiga vencer a tentação de usar o celular para um fim que não vá glorificar a Deus.

Creio que a luta da Igreja não seja contra o celular. A bíblia diz que “… a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes…” (Ef 6.12).

Acredito que você tenha condições de ficar, durante o culto, com o seu celular desligado. Mas, caso você tenha a necessidade mantê-lo ligado, quero sugerir o seguinte: (a) Mantenha-o no modo silencioso; se possível, desligue até o modo de vibração, a fim de evitar que distraia você; (b) Desligue quaisquer avisos sonoros de redes sociais e SMS.

Que o Todo Poderoso se compadeça de nós e que possamos usar a tecnologia também visando à glória do nosso Bondoso Deus.

Seu pastor

Rev. Romildo Lima de Freitas

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