Certamente você já ouviu a seguinte expressão: “Se Deus é quem escolhe, não preciso evangelizar!”

Mas nós, que somos uma igreja reformada e calvinista, ou seja, que cremos na soberania de Deus e a aceitamos, e também cremos na eleição, devemos pregar o evangelho a toda criatura.

A própria História, em si, desfaz a acusação contra os calvinistas de não serem evangelistas. As quase cinquenta gráficas dirigidas por João Calvino para publicar material evangelístico apontam para isso, sem falar nos primeiros dois missionários a porem os pés no Brasil, os quais foram enviados pelo próprio Calvino, em pessoa. O chamado “príncipe dos pregadores”, Charles Spurgeon, sendo convictamente calvinista, dedicou-se ao evangelismo. George Whitefield, também calvinista, é alvo de estudos nas matérias que analisam os grandes fenômenos de conversões.

Quero listar pelo menos quatro motivos para estimular você a pregar o evangelho:

1. É uma ordem (Mt 28.19; At 1.8) – Independentemente da eleição da graça (Rm 9.11) ou de quem Deus escolheu antes da fundação do mundo para ser santo (Ef 1.4), o ato de pregar o Evangelho é uma ordem dada por Cristo. Por si só, tal ordem obriga todo crente a evangelizar os perdidos, mesmo que nenhum deles jamais seja salvo.

2. É o meio que, por decreto, foi escolhido por Deus para salvar os eleitos (1Co 1.21) – Deus, em sua soberania, poderia ter decretado qualquer outro meio de salvação que ele escolhesse. Mas “aprouve a ele” salvar os perdidos pela “loucura da pregação”. Assim, não há salvação de qualquer ser humano que não seja mediante a mensagem do Evangelho e das Escrituras (Jo 17.17,20; Rm 1.16; Ef 1.13; 2Tm 3.15; Hb 2.3).

3. O Senhor escolheu quem iria salvar, mas não revelou à Igreja quem seriam eles (Jo 10.16) – Jesus não somente falou que iria conduzir outras ovelhas, mas também orou por elas (Jo 17.20) e afirmou que, por elas, dava sua vida (Jo 10.11,14-15). Entretanto, ele nunca deu à Igreja uma lista que designasse quem seriam tais ovelhas. Em lugar disso, ordenou que se continuasse pregando a fim de que fossem alcançados, pela pregação, aqueles que lhe pertencem (At 18.9-11).

4. A pregação do Evangelho, independentemente do resultado, glorifica o Senhor – Para o calvinista não existe pregação infrutífera. Todas as vezes que o Evangelho é pregado, o nome de Deus é glorificado. Nas pessoas que são salvas mediante a pregação do Evangelho, Deus dá a conhecer “as riquezas da sua glória” (Rm 9.23), enquanto que, nas pessoas que a rejeitam, ele “mostra a sua ira e dá a conhecer o seu poder” (Rm 9.22). Em ambos os casos os atributos de Deus se tornam patentes ao homem e revelam sua glória.

5. É uma tarefa que está diretamente ligada ao caráter e à existência da Igreja (1Pe 2.9) – Ou seja, a Igreja do Senhor foi separada “a fim de proclamar as virtudes daquele que a chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

Quero incentivá-lo a se dedicar na proclamação do Evangelho para que o Reino de Deus seja expandido e para que as ovelhas de Cristo sejam reunidas no aprisco do Supremo Pastor.

Rev. Romildo Lima de Freitas

 

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