O compromisso individual com o anúncio do evangelho e o crescimento do reino de Deus são questões que devem sobrepor-se aos interesses pessoais.

Em I Coríntios 9.19 a 23, Paulo descreve como subordinou aos interesses do reino de Deus os seus interesses pessoais: “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele.”

É essa disposição que devíamos também revelar: tudo fazer por causa do evangelho. Porém, muitas vezes, nos mostramos intransigentes, inflexíveis, intolerantes e insensíveis. Por isso, ganhamos poucas pessoas… e, às vezes, espantamos alguns que se mostram interessados.

Quando os interesses pessoais sobrepujam os interesses do reino de Deus, a obra da evangelização fica completamente prejudicada e o discipulado não acontece. Os interesses pessoais podem se transformar num grande obstáculo à obra evangelística.

O Rev. Ricardo Agreste, uma autoridade em plantação de igrejas, afirma que precisamos superar o conceito equivocado de que a igreja existe para nós, para satisfazer os nossos interesses. Na verdade, a igreja existe para servir ao mundo, para cumprir a missão dada por Jesus, para receber a todos; e isso, na prática, muitas vezes contraria os nossos interesses.

É muito tentadora a ideia de se construir e preservar “a nossa igreja”; “os incomodados que se retirem”. Porém, igreja que raciocina assim não evangeliza com seriedade, não discípula, não cresce, não agrada a Deus.

Para se fazer evangelização e discipulado com êxito, os interesses pessoais precisam subordinar-se aos interesses do reino de Deus.

Rev. Eneziel Peixoto de Andrade

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